Discurso vazio e repetitivo da campanha de Flávio Dino explica queda nas pesquisas

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Um leitor rosna de ódio, em um comentário, e me pergunta por que publico, com certa frequência, opiniões negativas contra o comunista Flávio Dino. Eu poderia enumerar aqui dezenas de razões ideológicas e apontar a enorme deficiência de viabilidade nas raras (e rasas) propostas de Governo apresentadas pelo ex-presidente da Embratur.

Mas, faltando 20 dias para o dia 5 de outubro, com um percentual de indecisos ainda bem elevado e determinante para o resultado, faz-se necessário tecer considerações menos objetivos. Diante do terror instalado nestas eleições e das ações que Flávio Dino move contra mim e contra vários blogueiros, opino legitimado pela liberdade assegurada pelo regime vigente no meu país, a democracia, nos termos do artigo 50, item IV (“É livre a manifestação do pensamento”).

Antes, uma pergunta: você acredita realmente que Flávio Dino vai promover a mudança que ele tanto promete para o Maranhão? Se a resposta for “sim”, o que estaria provocando uma queda vertiginosa na preferência do eleitorado maranhense pelo comunista, que esteve com mais de 60% e hoje patina na casa dos 40 a 50%? E se ele já liquidou esta eleição no primeiro turno, como proclama em alto e bom som, qual o fenômeno que estaria por trás deste número expressivo de indecisos, superior a 10%?

São respostas que qualquer cientista político inexperiente ou marqueteiro de araque deveriam investigar. Dino não consegue envergar os números das pesquisas que lhe seriam favoráveis simplesmente porque seu discurso cansou. Desde o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, ele se elogia por ter sido juiz federal, como se isso fosse um feito extraordinário. Suas propostas são inconsistentes e se dissolvem em um festival de lugar-comum e clichês, tais como “aumentar o efetivo de policiais” – brilhante proposta pararesolver o problema da violência!

Se fosse uma série de TV, o programa de Flávio Dino não chegaria à segunda temporada, de tão repetitivo e enfadonho. Um dia, ele visita a casa de alguém que não tem água (por acaso existe algum estado do Nordeste sem este problema?). Em outro programa, ele conversa com alguém aterrorizado com a violência, como se houvesse algum estado brasileiro sem assaltos, roubos, sequestros ou furtos. Em seguida, ouve um rapaz vítima de acidente, precisando de atendimento médico – o grande gargalo do país, por isso mesmo surgiu o programa federal Mais Médicos, copiado por ele. Como candidato, o comunista se apresenta na forma de um catador de lixo, no rádio e na TV.

E nem precisa ir aos municípios mais distantes para perceber. O eleitor cansou do discurso vazio e sem conteúdo de Flávio Dino. A prova inconteste está nas pesquisas recentes de intenção de voto ao governo do Maranhão. A do Ibope, o maior e mais conhecido instituto de pesquisa do país, apresentou Flávio Dino com 42% contra 30% de Lobão Filho. Agora, o levantamento do instituto W1 confirma a tendência de virada: Dino aparece com 43,6% contra 33% de Lobão Filho. E até falar mal de Sarney não tem ajudado a dar ânimo a uma campanha cada vez mais acabrunhada.
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